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Bom dia, pessoal!

É um prazer estar aqui.

Nunca houve uma época mais incrível para se estar vivo do que hoje. O único momento mais incrível do que hoje

Para mim, é o amanhã. Estamos vivendo um momento em que cada um de nós

tem acesso a mais conhecimento, poder computacional e capital

para transformar o mundo do que em qualquer época anterior. A questão é: o que você quer fazer com isso?

Que mudança quer fazer neste planeta? Qual problema quer resolver?

Eis o desafio:

nossos cérebros, o modo como pensamos.

Hoje, estamos vivendo neste mundo, em um mundo no qual

as coisas não estão mudando de século para século ou de década para década, não estão nem mudando de ano para ano.

Elas estão mudando a cada mês.

Colocando isso em um gráfico, essa linha vermelha

somos todos nós. São nossos filhos, nossos políticos, nossos clientes, nossos consumidores

Nós não passamos por nenhuma mudança em milhões de anos. Mas a tecnologia de que vou falar,

que vocês vieram aqui conhecer, computadores, redes, sensores, IA, robótica, impressão 3D, biologia sintética,

realidade aumentada e virtual, drones, blockchain, o poder de todas essas tecnologias está dobrando a cada ano.

E a diferença entre nós, humanos, esses

indivíduos lineares que habitam o planeta, e essa tecnologia exponencial é: o estresse disruptivo

ou a oportunidade. Depende do seu ponto de vista.

Vou contar uma história que escrevi no meu segundo livro, Bold. É a história da Kodak.

Muitos de vocês devem se lembrar dessa empresa.

Em 1996, a Kodak estava no topo do mercado. Tinha uma receita de US$ 28 bilhões e 140 mil funcionários.

Talvez vocês se lembrem de quando compravam filmes Kodak. Era preciso pagar para

revelar o filme todo para saber se sua foto tinha saído.

O que a maioria das pessoas não sabe é que, 20 anos antes, em 1976, nos laboratórios da Kodak. a Kodak havia inventado a câmera digital

Os criadores da câmera digital entraram na sala da diretoria da Kodak e disseram: “Aqui está o futuro da fotografia!"

A diretoria,

os líderes da Kodak responderam: “Vocês estão de brincadeira?! Essa câmera digital produz

imagens de 0,01 megapixel em preto e branco, em um gravador de fitas. Nós somos a Kodak,

produzimos imagens lindas de alta resolução”.

E disseram: “Aliás,

nosso negócio vende papéis e produtos químicos”. Vejam, eles se esqueceram de qual era de fato o seu negócio.

Quando o criador da Kodak fundou a empresa, seu objetivo era ajudar a preservar as recordações das pessoas.

E eles nunca abraçaram essa nova tecnologia. Então, algumas décadas depois, em 2012, a Kodak pediu falência.

Ela foi tirada do mercado pela própria tecnologia que tinha inventado, mas que nunca aproveitou.

No mesmo ano que a Kodak faliu,

outra empresa que também estava no ramo de preservar as recordações das pessoas, uma empresa chamada Instagram,

foi comprada pelo Facebook por US$ 1 bilhão.

E tinha apenas 13 funcionários.

Mostrei aqui o momento em que uma empresa que pensa de modo linear é abalada por tecnologias exponenciais,

algo que chamo de “novo momento Kodak”.

Vamos ver isso acontecer muito. Funciona assim: a linha laranja disparando é a fotografia digital

explodindo, à medida que usa tecnologias exponenciais; a linha amarela na parte de baixo é a fotografia de filme, caindo em um precipício.

Mencionei que o Instagram foi comprado por US$ 1 bilhão pelo Facebook.

Quando isso aconteceu, as pessoas riram e disseram: “Como alguém pode pagar US$ 1 bilhão

por um aplicativo de compartilhamento de fotos?”.

Pois bem, hoje ele vale US$ 100 bilhões no balanço do Facebook.

Nós vamos ver isso acontecendo muitas e muitas vezes.

Este é nosso desafio, como CEOS, executivos, empreendedores:

precisamos constantemente questionar nosso negócio, e não defendê-lo. Se defender o modo como funciona o seu negócio,

você estará ignorando todo o resto. Ao passo que, se estiver sempre questionando “como posso fazer isso diferente”,

“como posso fazer isso gastando dez vezes menos”, “como posso deixar isso dez vezes maior”, vai desafiar suas premissas.

E, assim, saímos de “tenho uma ideia”

para “comando uma empresa de US$ 10 bilhões”

mais rápido do que nunca.

Esse é um gráfico de imagens, não quero que vocês olhem para os números, quero que olhem para os logos.

À esquerda, está janeiro de 2011, e vocês podem ver que todos os logos ali são de startups de US$ 1 bilhão.

No final, está julho de 2015, e vemos que o número de empresas de US$ 1 bilhão os chamados “unicórnios” está disparando

cada vez mais, a cada ano.

Por que isso está acontecendo? Por que estamos vendo essa explosão de startups de US$ 1 bilhão?

É porque a capacidade que os empreendedores têm, que todos vocês têm por causa de todo o capital,

tecnologia de comunicação, recursos da internet, impressão 3D, a capacidade de partir de uma ideia e abrir uma empresa

está disparando, está ficando mais fácil. Quando falo de crescimento exponencial, o que isso significa?

Como é isso? Todo esse crescimento exponencial está acontecendo em cima da computação.

Esse cara aqui se chama Gordon Moore e foi um dos fundadores da Intel. A Intel começou em 1958.

Sete anos depois, Gordon Moore publicou um estudo famosíssimo, no qual disse: “Notamos uma coisa na Intel:

o número de transistores em cada peça de silício tem dobrado a cada 12-18 meses pelo mesmo custo investido,

e é provável que continue dobrando”. Bom, esse aumento tem continuado por 50 anos e agora é conhecido como Lei de Moore.

É a ideia de que todo ano, ou a cada dois anos, podemos obter duas vezes mais poder computacional

pelo mesmo custo. Esse gráfico começa em 1900 e vai até 2010.

Na esquerda, está a quantidade de poder computacional que você poderia comprar por US$ 1 mil.

Ele mostra que, nos últimos 110 anos,

a quantidade de poder computacional que podemos comprar cresceu exponencialmente. Na verdade,

está crescendo em ritmo mais acelerado do que o exponencial, porque ali na esquerda há uma escala logarítmica.

E deve continuar crescendo e o resultado será incrível: até 2023, daqui a cinco anos,

com US$ 1 mil, você poderá comprar o poder computacional do cérebro humano.

E 25 anos depois, com US$ 1 mil, você poderá comprar o poder de oito bilhões de pessoas, de toda a raça humana.

Estamos crescendo exponencialmente, de forma generalizada. Vou mostrar a vocês algumas das implicações disso.

Esta primeira, eu chamo de “6 Ds”. Tudo o que digitalizamos,

nós digitalizamos a fotografia, estamos digitalizando as finanças, a biologia, estamos digitalizando

tudo... Tudo o que digitalizamos entra em um período de crescimento lento enganoso

e, então, se torna disruptivo, se desmaterializa, desmonetiza e democratiza produtos e serviços.

Sua mentalidade, o que você pensa sobre o mundo, é a coisa mais importante que você possui.

Quando estávamos evoluindo nas savanas africanas, centenas de milhares de anos atrás, se você perdia uma boa notícia,

por exemplo, que havia comida em algum lugar, era um azar. Mas se você perdesse uma notícia ruim,

você estava morto.

Por isso, desenvolvemos uma parte antiga do lobo temporal do cérebro chamada amígdala.

Ela é nosso sistema de alerta inicial.

Basicamente, tudo o que vemos e ouvimos passa primeiro pela amígdala. E se vemos ou ouvimos uma notícia negativa,

ela nos coloca em alerta máximo, prestamos atenção imediatamente.

Este é o número de crianças que morreram antes de completar 5 anos.

Há 200 anos, as chances de seu filho morrer eram de 50%.

Esse número caiu para 4%, o que ainda é muito alto. Por que isso aconteceu? Por que as coisas estão melhorando assim?

Esta é a taxa de mortes por catástrofes naturais, por furacões, enchentes, epidemias, secas... Vocês podem ver ali: anos 60, 70, 80

por que vai caindo para 0? Nós temos satélites em órbita, temos modelos de computador melhores.

Por que, em quase todas as métricas, os dados nos mostram que o mundo está ficando melhor? Não é porque ficamos mais inteligentes

ou porque a política melhorou. É o impacto dessas tecnologias exponenciais que está deixando o mundo melhor.

Não consigo passar isso de modo mais convincente para vocês. Nós estamos vivos na época mais extraordinária,

em que cada um de vocês pode mudar o mundo se quiser.

Vocês têm acesso a mais riqueza, conhecimento e tecnologia do que jamais foi possível.

A coisa mais importante é a sua mentalidade.

Se você acreditar que não é capaz, você está certo.

Uma mentalidade negativa nunca rendeu uma vida positiva.

O que consideramos realmente escasso?

Digo a vocês que não há nada realmente escasso.

A tecnologia está transformando tudo.

Energia, água, saúde, aprendizado,

tempo, dinheiro, recursos, expertise, comunicação,

todas essas coisas estão ficando cada vez mais abundantes a cada minuto, à medida que a tecnologia nos leva a esse futuro.

Vamos falar de algumas dessas coisas. Vamos falar sobre abundância de recursos. Será que temos os recursos,

temos os metais de terras raras, para criar as baterias, criar os computadores que queremos?

Vamos falar de abundância de comunicação.

No ano passado, havia 3,8 bilhões de pessoas conectadas no planeta terra, metade do mundo.

Até 2024, nos próximos seis anos,

teremos conectado todo ser humano na superfície da Terra. Isso significa que 4,2 bilhões de novas mentes, que nunca fizeram um upload ou um download,

que nunca compraram nada online, 4 bilhões de novos clientes estarão online. Se eles não forem os seus clientes,

serão os clientes do seu cliente.

É uma explosão gigantesca. O que essas pessoas vão querer criar, consumir, descobrir, inventar?

Elas representam dezenas de trilhões de dólares que entrarão na economia global, e de que ninguém está falando.

Elas também trazem um fluxo gigantesco de energia empreendedora. Essas pessoas vão encontrar e resolver problemas

e criar novos negócios. Se você achava que as coisas estavam caminhando rápido, aguarde,

porque as coisas devem ficar muito mais aceleradas.

Mas não é só as pessoas que estamos conectando. Estamos conectando tudo. Meus amigos da Cisco falaram da Internet das Coisas,

a internet de todas as coisas. Até 2020, teremos 50 bilhões de dispositivos conectados.

Você poderá fazer perguntas que nunca pôde.

Ensino aos meus filhos que a coisa mais importante para eles é fazer boas perguntas.

O que importa não é o que você sabe, mas a qualidade das perguntas que você faz. Como executivo,

essa é a habilidade mais importante que você precisa aprender. Porque, quando se pode saber qualquer coisa,

as perguntas que faz que podem diferenciar você.

Certo, próximo assunto. É algo muito caro para mim, espero que para vocês também.

É sobre aumentar a longevidade e a vitalidade.

Uma das minhas missões

é descobrir como tornar os 100 anos de idade no novo “60 anos”. Como acrescentar 20 ou 30 anos saudáveis

à vida de todo mundo

não anos de cadeira de rodas.

Imagine se eu dissess a você: “Aos 100 anos de idade, você vai se sentir como quando tinha 60 anos,

talvez 50 anos”. Sua cognição, sua mente estará funcionando, sua aparência estará boa,

você vai se sentir bem, terá mobilidade. Acho que todo mundo quer isso. Tenho trabalhado muito nessa questão.

Tenho duas empresas, uma chamada Celularity e a outra, Human Longevity,

e estou abrindo uma terceira. E sou investidor, consultor e parceiro dessas outras empresas.

Tem muito dinheiro sendo investido nisso. Acho que não há mercado maior no planeta do que o de oferecer às pessoas saúde

por mais 20, 30 anos. Isso vai acontecer, não tenho dúvida. Em breve, faremos descobertas incríveis.

Vou encerrar dizendo o seguinte: estamos vivendo a época mais incrível da história da humanidade.

Este é um momento em que cada um de vocês tem acesso a mais conhecimento, capital,

e poder computacional do que líderes de governos tinham apenas 20 ou 30 anos atrás.

Com o que você se importa? O que você quer resolver? Não consigo imaginar uma nação no planeta

que possa se beneficiar mais dessas tecnologias exponenciais do que o Brasil. E posso lhes dizer,

estando na Singularity University,

que todas a turmas têm mais brasileiros do que qualquer outra nacionalidade.

Portanto, a vontade está aqui. É uma honra e um prazer estar de volta. Espero continuar essa jornada junto com vocês.

Obrigado!