Os principais executivos financeiros (CFOs, na sigla em inglês) têm um desafio peculiar: incentivar a inovação, monitorando de perto o risco, sem sufocar as ideias. Para aqueles que passaram os últimos cinco anos cortando custos e gerenciando o fluxo de caixa, equilibrar esses pratos é particularmente difícil, mas essencial.

Companhias avessas à inovação mostraram ter resistência formidável e alto desempenho ao longo da história, mas eram circunstâncias previsíveis. Agora vêm aprendendo, do jeito difícil, que os mercados, o humor econômico, a tecnologia e a concorrência mudam constantemente –e que precisam tornar-se capazes de inovar.

“A velocidade com que as inovações mudam os modelos de negócio em muitos setores exige uma nova abordagem à inovação”, segundo relatório da PwC. Isso explica por que, apesar da reconhecida capacidade de inovação de algumas empresas norte-americanas, os Estados Unidos como um todo ficaram em quinto lugar no ranking 2013 do Índice Global de Inovação do Insead, atrás de Suíça, Suécia, Reino Unido e Holanda. [O Brasil ficou em 64º lugar.]Os EUA até subiram cinco posições em relação a 2012 [o Brasil caiu seis posições, por exemplo], mas estão brincando de pega-pega com a inovação.