Por Roger Martin, Alison Kemper e Rod Lohin

Cada vez mais, exigimos transparência quanto às atitudes das empresas em questões ambientais, sociais e de governança (ESG) para nos ajudar a entender melhor os riscos de ESG, as estratégias de mitigação e até oportunidades. À falta de coisa melhor, nos concentramos em relatórios anuais, orçamentos e relatórios de sustentabilidade para revelar os riscos da mudança climática, da falta de diversidade ou de choques como a covid-19. Organizações como MSCI e Sustainalytics surgiram para coletar e vender esses dados.

No entanto, as empresas ainda surpreendem investidores, reguladores e clientes com falhas brutais em ESG e grandes fracassos em seus negócios principais. Por isso, acreditamos que a contribuição de uma empresa para a sociedade é expressa de forma mais poderosa com seus compromissos de capital, ou o que chamamos de “capital virtuoso”. Em outras palavras, a virtude de uma companhia não está em suas declarações de receitas e despesas, ou mesmo em seus relatórios de sustentabilidade; seu compromisso precisa ficar claramente evidente em seu balanço.