Uma espiga de milho diz para outra: “Vá mais para lá, você está me fazendo sombra”. Um pé de soja envia um SMS para o sistema de água avisando que está com sede –não chove há duas semanas. Uma vaca informa ao dono que não está se alimentando bem. Um carro conversa com outros à frente para saber quando estão freando. 

Nada disso é piada ou delírio futurista. O tipo de tecnologia que abre as portas para essa conexão entre pessoas e coisas já existe, apoia-se na web 3.0 e está batizado com nome e sobrenome: internet of everything (IoE), em inglês, ou internet de todas as coisas. Com ela, qualquer elemento, com ou sem vida, com ou sem inteligência, pode conectar-se à rede para trocar dados, processá-los e tomar decisões. Trata-se de uma inovação de ruptura no que tange à eficácia.

Se a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) já parecia revolucionária –com ela, um sensor em uma vaca específica conseguia informar o produtor rural sobre a insuficiência nutricional do animal, o que era um avanço e tanto–, na internet de todas as coisas esse dado é processado e uma pessoa pode decidir modificar a alimentação da vaca imediatamente. Na verdade, a IoE combina a IoT com computação em nuvem, big data e mobilidade.