“As redes sociais são a chave do futuro corporativo.” Foi com essa frase que George Colony, o número um da Forrester Re-search, iniciou a principal conferência do Forrester IT Forum 2009, em Berlim, Alemanha. Segundo o especialista, as empresas que não perceberem a importância das redes sociais para os negócios serão literalmente varridas pela crise. “Na era pós-recessão, o maior desafio que as organizações enfrentarão será a inovação”, explicou. “Consumidores e clientes se converterão em participantes ativos do desenvolvimento de produtos. As redes definirão os processos de inovação, que serão como um diálogo contínuo entre os clientes, a empresa, seus sócios e seus fornecedores.”

Em 2008, Colony criou o conceito Social-Sigma para se referir à forma como as empresas devem adotar as ferramentas e metodologias das redes sociais. Com a estratégia 6-Sigma, as organizações aperfeiçoam os processos gradualmente, com o objetivo de melhorar a qualidade de seus produtos. Com o método Social-Sigma, elas melhoram e renovam seus produtos e serviços com base no feedback das redes sociais, proveniente de clientes, sócios de negócios, fornecedores ou funcionários. Colony estima que, nos próximos cinco anos, todas as empresas incluídas na lista Fortune 500 adotarão a metodologia Social-Sigma para melhorar suas operações e processos de pesquisa e desenvolvimento.

A adoção de um sistema de redes sociais não ocorrerá sem intervenção da alta gerência, alerta um estudo da firma de consultoria McKinsey. Muitas empresas fracassam em suas implementações pela resistência dos executivos, que enxergam as redes sociais como ameaça. O que os amedronta é o estilo franco das conversas que acontecem nesses ambientes e as críticas abertas que os consumidores fazem sobre os produtos, os serviços ou a conduta das empresas. Outras vezes, as redes sociais corporativas simplesmente não funcionam porque não se integram ao fluxo de trabalho diário. O fato de seus padrões serem mais flexíveis e muito diferentes de sistemas focados em melhorar a efetividade e eficiência dos processos de negócios leva a pensar que dispensam uma metodologia de uso rigorosa.