Para começar, qual o balanço das duas décadas de Ethos?

As empresas do Brasil avançaram muito, mas não avançaram o suficiente. Para elas, o imperativo econômico ainda é mais forte do que o imperativo ético, infelizmente; elas ainda não reconheceram realmente as limitações do imperativo econômico. Só que esse fato as tem levado a grandes perdas. Nunca foram destruídos tantos ativos neste País como no processo de corrupção revelado na Operação Lava-Jato ou na questão da mineração – mais especificamente, no caso da Vale.

Todas as empresas que têm desafiado o pressuposto de que é preciso gerar valor para além do marco legal, estabelecido pelo Ethos há 20 anos, têm destruído valor numa proporção inimaginável. E o pressuposto é ainda mais verdadeiro porque há um fato novo – a tecnologia. A rapidez com que circula a informação, sua transparência e a multiplicação de protagonistas colocam um desafio ainda maior para as empresas.