Os inúmeros escândalos corporativos que temos testemunhado nos últimos anos demonstram a urgência e relevância do tema. Esses delitos – que vão muito além da corrupção e abarcam fraudes, evasão fiscal, desastres ambientais, violação de direitos humanos e desrespeito aos consumidores, entre outros problemas – têm ocasionado enormes prejuízos econômicos e sociais a todos nós.

A questão-chave é a seguinte: por que esses problemas colossais de desgoverno empresarial têm ocorrido com tanta frequência? Seriam esses casos culpa de algumas poucas maçãs podres – isto é, de um pequeno número de indivíduos mal-intencionados que atuam de maneira fria e racional no topo das organizações?

Depois de estudar o assunto em profundidade e analisar várias organizações envolvidas em graves problemas, tenho uma resposta: os escândalos que temos testemunhado quase que diariamente não são resultado de algumas “maçãs podres”.