A Mirra 2, mais nova cadeira de alto desempenho da fabricante norte-americana Herman Miller, chega ao Brasil em outubro, quatro meses depois de lançada nos Estados Unidos. Representa, com seu encosto em forma de borboleta, a possibilidade de acompanhar todos os movimentos humanos, uma grande inovação em relação a outras cadeiras do mercado e da própria companhia. Ao mesmo tempo, segue os princípios do fundador, D.J. DePree, como a durabilidade, a sustentabilidade e a parceria com designers externos –no caso, o Studio 7.5, de Berlim.

A Mirra 2 permite entender as armas da Herman Miller para sua recém-anunciada estratégia de globalizar-se efetivamente. Apesar dos 108 anos e dos 8 mil funcionários no mundo, 80% das vendas de varejo continuam concentradas nos Estados Unidos, enquanto os prognósticos são que 80% do crescimento futuro esteja em países como China, Índia, Brasil, México etc.

As parcerias de design são a primeira arma da Herman Miller em sua globalização. Tanto que as lembranças dos míticos designers ligados à empresa e de suas inovações são constantemente alimentadas por ela. George Nelson e Robert Propst derrubaram as paredes internas dos escritórios e passaram a definir espaços com móveis, em 1964; em 1968, a fabricante lançou o primeiro sistema de escritório flexível, com divisórias; ícones da modernidade vêm dela, como a cadeira em concha La Fonda, a lounge chair do casal Charles e Ray Eames, os tecidos de Alexander Girard aplicados nos móveis.