Atribui-se a um poema sumério de 3.900 anos a mais antiga receita de cerveja conhecida. Na mitologia dessa que é a civilização primeira da humanidade, domesticadora dos animais e inventora da roda e da escrita (cuneiforme), a cerveja corresponde à deusa Ninkasi, filha de Enki, deus das águas doces, e Ninti, deusa--mãe do panteão sumério. Ninkasi teria nascido da “água fresca cintilante” para saciar o desejo e alegrar o coração dos deuses. A cerveja foi o pioneiro néctar dos primeiros deuses.

Os séculos se passaram, mudaram os deuses, mas essa bebida se manteve como a melhor das metáforas de néctar; agora são astros do rock-pop, jogadores de futebol, intelectuais e personalidades em geral, de todos os cantos do planeta, que declaram preferi-la. Trata-se da bebida por excelência do mundo globalizado e, não à toa, sua maior fabricante, responsável por 25% do volume vendido no mundo, é a AB InBev, que reúne culturas tão diversas quanto a belga, a norte-americana e a brasileira. Outra coincidência é que a AB InBev tem uma espécie de mitologia interna visando a sustentabilidade, talvez tão forte quanto o poema sumério –e, para nosso orgulho, com raízes verde-amarelas.

Sonhos (grandes), pessoas (excelentes) e cultura (forte). Esse é o tripé em torno do qual se desenvolveram os dez princípios de gestão da AB InBev, não de cima para baixo, e sim da prática cotidiana para o papel. Esses princípios [veja quadro na página 28] servem de norte para os 116 mil funcionários da organização, a fim de garantir uma gestão eficaz, sustentável e diferenciada da dos concorrentes.