Esqueça a imagem disseminada por Hollywood, que mostra os presidentes de empresa envolvidos em grandes sonhos, tomando decisões ousadas atrás de uma mesa elegante: a vida real é bem diferente. No programa Owner President Management (OPM), desenvolvido em Harvard e voltado para CEOs, os participantes mais bem-sucedidos em melhorar suas organizações são aqueles que mais delegam tare­fas, concentrando-se na liderança. O dis­tanciamento da gestão direta, no entanto, constitui um desafio para a maioria dos CEOs, pois, diferentemente dos gerentes, eles não têm feedback imediato de várias decisões e precisam confiar em si mesmos e nos assessores.

Sua principal tarefa é criar um panorama futuro convincente, o que exige conhecimento do setor, do mundo e do potencial da empresa e da família proprietária. O programa OPM recomenda que os CEOs trabalhem orientados ao negócio –e não no negócio. Primeiro, têm de estar atentos ao setor e à economia e definir um cenário adequado para a companhia. Em seguida, devem elaborar um processo de mudança capaz de colocar a organização no futuro. Nesse movimento, os líderes precisam motivar e inspirar as pes­soas e, ao mesmo tempo, firmar alianças para seguir na direção correta.

Falamos do líder empresarial. Entretanto, a família, base da estabilidade e do apoio de uma empresa familiar, também precisa de um líder. Quando há união e todos contribuem (seja co­mo funcionários ou gestores, seja co­mo conselheiros), fortalece-se a estrutura da organização.