Quando nos sentamos para pensar em equidade de gênero pela primeira vez, em 2011, não imaginamos que nos levaria tão longe. Em pouco tempo, a busca por reduzir a desigualdade entre mulheres e homens em nossos quadros nos conduziu ao coração da estratégia e ao núcleo da cultura organizacional.

Por que nos atrevemos a tentar emplacar um projeto que prestigia as mulheres em uma empresa de mineração tradicional como a Vale? Afinal, ela tem sua história marcada por esforços masculinos de desbravar territórios em busca de recursos minerais e foi condicionada pela ética dos shareholders, de Milton Friedman, segundo a qual a obrigação social da empresa é apenas produzir lucro para seus acionistas.

Porque entendemos que a ética dos stakeholders, de Edward Freeman, é a mais adequada para nós, até mesmo do ponto de vista dos acionistas. Cuidar das várias partes interessadas é o que consegue garantir a sustentabilidade dos negócios e os retornos futuros.