Ter um salto de receita anual de US$ 5 milhões para para mais de US$ 1,2 bilhão (dados de 2006) em menos de dez anos de atividade não é para qualquer organização, especialmente quando se trata de uma empresa como a Netflix, que surgiu há dez anos nos Estados Unidos para competir com a Blockbuster, a poderosa líder do setor de locação de filmes em vários países. O segredo desse sucesso? A liderança analítica. Ou, em outras palavras, a capacidade da empresa de usar dados, análises quantitativas e estatísticas, modelos preditivos e gestão baseada em fatos para orientar suas decisões e ações.

 

O caso exemplar da locadora foi o escolhido para abrir o livro Competição Analítica – Vencendo Através da Nova Ciência, de Thomas H. Davenport e Jeanne G. Harris, obra que esmiúça os fundamentos da inteligência analítica e explica como essa prática crescente em grandes organizações pode fazer a diferença num mercado globalizado e extremamente competitivo como o atual. O livro é dividido em duas partes. A primeira, que trata da natureza de uma empresa analítica, é composta por cinco capítulos, que descrevem o que é a liderança analítica, a aplicação da inteligência analítica, a relação entre inteligência analítica e desempenho nos negócios, como analisar para competir em processos internos e como analisar para competir em processos externos. A segunda parte aborda o desenvolvimento das competências analíticas em quatro capítulos, englobando um roteiro para aprimorar tais competências, o gerenciamento do pessoal de análise, a arquitetura de business intelligence e o futuro da liderança analítica.