Que modelo de empreendedorismo inovador influenciará mais os brasileiros? Vale do Silício, China ou Israel? Hoje nossos polos empreendedores inovadores, como os de Recife e Florianópolis, inspiram-se culturalmente no Vale do Silício, mas demandam também uma participação governamental mais ativa, como na China e em Israel.

Enquanto isso não acontece, cada vez mais brasileiros se aproximam do Vale do Silício, de dois modos – fazendo cursos em instituições como as  universidades Singularity, Draper e Stanford, ou viajando para San Francisco em grupos organizados nos moldes de missões internacionais, em geral por uma semana. O segundo modo vem conquistando mais e mais executivos que querem ser mais intraempreendedores e criativos em sua prática.

Qual o impacto dessas viagens? Teme-se que as pessoas tenham uma abordagem de turistas, daqueles que só tiram fotos para postar em redes  sociais. Ou que se emocionem nas visitas, mas, diante da primeira dificuldade no retorno ao Brasil, voltem a fazer tudo igual. Ou que a transformação seja tão lenta que se perca o ritmo imposto pela Bay Area, por Shenzhen ou por Tel Aviv.