Foi um episódio de sua vida pessoal que levou Malcolm Gladwell a escrever “Num piscar de olhos”. Por conta de seu aspecto –havia deixado o cabelo crescer–, o autor foi certa vez confundido pela polícia com um assaltante procurado. Essa experiência incômoda levou-o a pensar no poder exercido pelas primeiras impressões.

O livro de Gladwell começa narrando como, com somente um olhar, especialistas em arte puderam detectar algo que as análises técnicas mais profundas e exaustivas, solicitadas pelo Museu J. Paul Getty, de Los Angeles, Estados Unidos, não haviam conseguido: que Kouros (escultura de um jovem nu, de pé, representando a idéia de juventude) era uma falsificação. Como chegaram a essa conclusão? Simplesmente havia algo em Kouros que não se podia ver com clareza.

Essa história ajuda Gladwell a introduzir o leitor no estranho e fascinante mundo de um conhecimento muito diferente do habitual, que vem do inconsciente. O autor explica que há dois tipos de estratégias muito diferentes que permitem dar sentido a uma situação.