Se antes as capacidades de padronização e replicação eram as bases do modelo de franchising, hoje o setor está ficando conhecido por outras habilidades de gestão: inovação de negócios de olho em nichos que surgem, velocidade para implementar as novas ideias e crescer, treinamento potente, comunicação constante e gestão próxima. Também há uma predisposição a criar estratégias emergentes para aproveitar  oportunidades, o que é contraintuitivo quando se pensa que o franchising é definido sobretudo pela padronização – de produtos, processos e estratégias.

São essas habilidades e a flexibilidade que provavelmente explicam a recorrência de dados positivos no turbulento cenário macroeconômico do País. Em 2017, o segmento de franchising faturou R$ 163 bilhões – número 8% maior que o do ano anterior, segundo balanço parcial da Associação Brasileira de Franchising (ABF). São cerca de 1,2 milhão de empregos diretos gerados. E, para 2018, a previsão é que o mercado de franquias cresça entre 9% e 10%, com aumento de 3% nos empregos criados.

Segundo Altino Cristofoletti Jr., presidente da ABF, o que viabiliza o desempenho contra a corrente econômica, no caso das franquias, é o fato de dois empreendedores – franqueado e franqueador – trabalharem pelo mesmo objetivo e de maneira complementar. “Enquanto o franqueador tem o olhar estratégico, o franqueado está focado em desenvolver seu território”, diz ele.