Quando, em 2007, a Amazon realizou um evento de teste, só para convidados, de um serviço de entrega de alimentos frescos, ninguém poderia prever que aquele era o início do caminho que a levaria à aquisição, por US$ 13,7 bilhões, da Whole Foods Market, especializada em produtos orgânicos e naturais.

O acordo de compra foi anunciado pela Amazon  em junho e o provável é que seu presidente, Jeff Bezos, o veja como apenas mais um passo na trajetória traçada. Isso porque as ambições da Amazon são exponencialmente mais amplas do que o faturamento anual de US$ 16 bilhões da Whole Foods.

Daqui a uma década, a Amazon pode vir a ser  reconhecida por ter transformado a maneira como  as pessoas em várias partes do mundo passaram a  comprar produtos alimentícios. Para a empresa, os  perecíveis representam muito mais do que a oportunidade de vencer o Walmart. É uma oportunidade de repensar todo o processo de fornecimento e  distribuição de alimentos.