Trinta anos depois de fundar a International Development Enterprises, organização sem fins lucrativos voltada para melhorar a vida e as oportunidades dos moradores das áreas rurais, Paul Polak começa a sobressair. Justamente agora, em que aparecem mais críticas à inclusão social pelo consumo e ao que seria visto como ganância de algumas empresas em lucrar com a pobreza. “Se tem havido um traço constante no sucesso nessa área nos últimos 30 anos, esse é a inconstância”, explica ele. “É preciso aprender o tempo todo e se modificar todos os dias.”

A ambição de Polak é a de traçar “um mapa para empreendedores interessados nos bilhões de dólares situados nos potenciais clientes ainda na base na pirâmide”, sintetizada em seu livro The Business Solution to Poverty.

Nesta entrevista, o empreendedor explica por que discorda tanto de C.K. Prahalad como de Muhammad Yunus, e reforça que as empresas, startups e estabelecidas, precisam desses consumidores e devem pensar diferente para servi-los.