Nos dias mais esfuziantes do boom das ponto.com,a convergência era o grande furor. A nova economia estava prestes a desbancar a velha e só se viam no futuro comércio online, cliques e URLs. Novos modelos de negócio baseados no mundo virtual fizeram com que negócios tradicionais, do mundo real, parecessem antigos e desinteressantes.

Nada resume tão bem o espírito do boom quanto a fusão da AOL com a Time Warner no ano 2000. Foi uma transação gigantesca, a maior da história: a audaciosa AOL comprou a venerável Time Warner por US$ 160 bilhões em ações, criando uma fortaleza das novas mídias, totalmente integradas, de US$ 350 bilhões.

O então presidente da Time Warner, Gerald Levin, defendeu a fusão destacando as sinergias que seriam geradas entre o maior provedor de serviços de internet do mundo e uma gigante da mídia que ainda não havia desvendado os segredos da oferta de conteúdo online: “Essa combinação estratégica com a AOL acelera a transformação digital da Time Warner, dando a nossas áreas de criação e conteúdo um quadro em branco enorme para ser preenchido”.