Quando a Tesla Motors se mudou para sua sede de Palo Alto, na Califórnia, em 2010, o CEOElon Musk fez um brinde com seus funcionários. Com sotaque sul-africano, disse: “À criação da maior empresa de automóveis do século 21 e à diferença que vocês fazem no mundo, tirando-nos da dependência do petróleo tão rápido quanto possível”. Em 2006, dois anos antes de a montadora de carros elétricos começar a entregar seu modelo Roadster, de US$ 109 mil, o CEO registrou em seu blog o plano mestre da companhia:

Musk fica irritado quando vê seu plano ignorado. Ele conta que tem sido chamado de elitista, por conta dos carros esportivos para os ricos. Acredita, contudo, que a prova de que não é esnobe chegará a seu tempo, quando a Tesla mostrará ao mundo que seus produtos se destinam a todos. Com isso, crê, também silenciará os especuladores do mercado de capitais, que apostam na quebra iminente da Tesla.

A companhia está produzindo seu primeiro automóvel semipopular, al­go situado entre os passos 1 e 2 do plano mestre. Em junho, começou a entregar o Model S, carro elétrico que comporta até sete passageiros e cujo preço inicial é cerca de metade do preço do Roadster. Em 2014, deve pôr no mercado o Model X, com preço similar ao do Model S, e, se sobreviver bem a essas experiências, no final do mesmo ano lançará um automóvel de US$ 30 mil —o Tesla popular.