Joseph Stiglitz, Prêmio NobeNobelEconEconomia em 2001, costuma dizer que a turbulência iniciada em 2007 tem uma explicação simples e outra complexa. A primeira é que os bancos emprestaram muito dinheiro sem o devido cuidado e tiveram de ser socorridos quando a realidade lhes sobreveio. A segunda, complexa, enxerga o problema como profundo e inclui um conjunto de fatores que indicam a existência de complicações subjacentes. Um desses fatores é a difícil transformação estrutural por que passam a Europa e os Estados Unidos, conforme migram para o setor de serviços. Tal situação enfraqueceu a demanda agregada e gerou condições sob as quais o Federal Reserve System (FED, o banco central norte-americano) fez emergir a bolha do crédito.

Na visão do economista, a correção da questão depende da compreensão des­sa complexidade, ainda não vista nos governantes, e pode ser uma nova chance para o capitalismo. Em entrevista exclusiva a HSM Management, Stiglitz afirma que o capitalismo entra em outra fase, na qual a desigualdade entre as pessoas é evidenciada e questionada. Para ele, a educação e a reforma tributária são caminhos para equilibrar as condições de vida das populações.

Com essa crise iniciada em 2007, o sr. é mais pessimista ou otimista?