5. Em várias entrevistas, a sra. disse que sua missão é difundir o papel crucial que o design tem em todos os âmbitos. Qual é exatamente esse papel?

O design é parte essencial da ação humana, o que inclui a cultura, os negócios, a ciência e a vida cotidiana. Paradoxalmente, no entanto, ninguém sabe onde o localizar como disciplina. O The New York Times tem críticos de teatro, dança e cinema, entre outras áreas da cultura, mas não tem um crítico de design. Há pouco tempo participei de um debate no qual estavam presentes cientistas renomados, pesquisadores em neurologia e alguns ganhadores do Nobel. Quando eu falava de design, pensavam que me referia à decoração de interiores, não entendiam por que eu estava no debate. É verdade que, em alguns países, como Itália, Reino Unido, Holanda e Japão, o design faz parte da cultura. Outros, como Coreia do Sul e Singapura, o consideram uma força propulsora do crescimento econômico. Mas a maioria não o reconhece como uma disciplina importante.

Tudo o que produzimos, exportamos e negociamos tem relação com o design. Ao falar de design, costumamos pensar na Apple, sem levar em conta que ele também é essencial em empresas como Campari, Olivetti e AEG, entre muitas outras. É fundamental para a imagem, para o branding e, em última instância, para os resultados. Os designers dão vida às revoluções científicas e tecnológicas.