Costuma-se ouvir que os princípios da grande liderança são atemporais ou baseados em verdades universais. Porém, quando se trata dos que estão à frente das maiores organizações do mundo, o que se fala, cada vez mais, é sobre como as coisas estão diferentes, se comparadas ao que acontecia há uma década. Os líderes dizem que estão atuando em um ambiente confuso, de pouca certeza, muita velocidade e dinâmica complexa. Alguns admitem que se sentem sufocados.

Para ajudar a compreender melhor o desafio do líder de nossa era volátil, globalizada e hiperconectada, entrevistamos cinco deles. Veja o que dizem:

Josef Ackermann: Foi enorme a mudança no equilíbrio do poder no mundo, o que afeta nosso negócio. Nos anos 1980, mais de 80% da receita do Deutsche Bank era gerada na Alemanha; hoje, são 38%. Ao longo dos anos, o pessoal de Frankfurt começou a reclamar que eu não era mais visto por lá, e isso se deu porque o crescimento tinha se mudado para a Ásia e América Latina. Gerir risco também ficou bem mais complexo no setor, já que há mais riscos políticos e sociais. Os stakeholders ganharam grande relevância desde a última crise e, conforme os mercados financeiros se tornam políticos, exige-se do líder mais capacidade de relacionamento com a sociedade.